Arquivo: Edição de 28-11-2008

SECÇÃO: Informação Religiosa

XXI Encontro Nacional da Pastoral da Saúde

A dimensão terapêutica da espiritualidade
De 2 a 5 de Dezembro, realiza-se, em Fátima, o XXI Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, cujo tema é a dimensão terapêutica da espiritualidade.
No respectivo programa de trabalhos, Mons. Vitor Feytor Pinto, em nota de abertura explica a razão de ser da escolha do tema.
A dimensão terapêutica da espiritualidade é um tema da maior actualidade, uma vez que o tratamento e o acompanhamento da pessoa doente e a sua recuperação não dependem apenas das intervenções clínicas ou dos fármacos consumidos, dependem também, em termos da humanização, do envolvimento integral da pessoa em sofrimento.
Talvez por isso, na redefinição de saúde se afirma que esta consiste “na condição do bem estar bio-psico-social, cultural e espiritual”. Importa, então, conhecer o que é a espiritualidade, na maior amplitude, descobrir a melhor forma de proporcionar o acompanhamento integral da pessoa doente, encontrar o processo de cruzar todos os elementos do tratamento, sem esquecer a importância da humanização que supõe uma espiritualidade integrada.

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Sem dúvida que a espiritualidade tem em atenção os elementos culturais e sociais, mas refere também a dimensão religiosa da pessoa a que, na situação da enfermidade ninguém é alheio.
A assistência espiritual e religiosa, mais do que um dever das Confissões Religiosas ou do Estado é, sobretudo, um direito do doente, direito a salvaguardar e a garantir sempre.
Por tudo isto, pareceu à Comissão Nacional da Pastoral da Saúde ter chegado o momento de tratar em profundidade este tema, em encontro nacional. desenvolver-se-á o trabalho em quatro etapas:
O sofrimento humano visto à luz da psicologia, da teologia e, mesmo, da Sagrada Escritura; compreende-se então a partilha de alguns testemunhos sobre experiências vividas de sofrimento. Os estudiosos do sofrimento cruzam a sua informação com a vida difícil de muitos, na realidade onde conseguem vencer.
A esperança humana e a esperança cristã, tendo em atenção os estudos da antropologia, mas também a visão de Bento XVI que, em reflexão oportuna, convida a visitar os lugares da esperança; é claro que interessa saber a perspectiva da esperança nos casos mais difíceis e conhecer a visão de muitas outras confissões religiosas.
Uma espiritualidade saudável, com a superação dos dramatismos que acompanham as doenças do homem contemporâneo. A vida saudável supõe a afectividade, a relação social e a cultura que só na simplicidade podem viver-se. Neste contexto, para ajudar à reflexão sobre a espiritualidade saudável, foram convidados três pediatras, habituados a lidar com os mais simples, as crianças, que são modelos de simplicidade total.
A cooperação do Estado com as diferentes confissões religiosas, no serviço às pessoas doentes impõe-se, para que possam assegurar-se a estas todos os direitos, entre os quais o da assistência espiritual e religiosa. É por isso que o encontro termina com uma evocação da palavra de Jesus: “Que todos tenham vida e a tenham em abundância”.
Os diversos estudos que se têm feito sobre a importância da espiritualidade na arte de cuidar, confirmam a importância dos apoios espirituais e religiosos que devem proporcionar-se aos doentes. O ser humano é um ser espiritual e este elemento, para a qualidade de vida, jamais pode ser esquecido.
A temática para cada dia desenvolver-se-á pela seguinte ordem: O sofrimento humano; A esperança humana e a esperança cristã; Uma espiritualidade saudável; Cooperação do Estado e das Religiões no serviço dos enfermos.

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