Arquivo: Edição de 25-01-2008

SECÇÃO: Informação Religiosa

Visita Pastoral a Fermentões

Encontro de Famílias e Crismados
Com a Visita Pastoral a Fermentões, o Senhor Arcebispo Primaz encerrou, no passado dia 13, em Fermentões, as Visitas pastorais ao Vice-arciprestado de Guimarães (Zona centro). No mesmo dia, os bispos auxiliares, D. Antonino Dias e D. António Couto cumpriram o mesmo programa nas paróquias de Serzedo e Infantas.

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Um acto complementar muito relevante foi o encontro, da parte da tarde, no salão paroquial de Fermentões, de famílias e crismados. Pretendia-se dar um novo alento a todos aqueles e aquelas, na generalidade, jovens, que, desde meados de Setembro, receberam o Espírito Santo, o dom de Deus. E às famílias acentuar a necessidade de aprofundar as linhas traçadas, ao longo dos últimos três anos, no programa pastoral da arquidiocese, que visava prioritariamente a família.
Não obstante o tempo frio e chuvoso, um bom número de sacerdotes e leigos participou interessadamente naquela assembleia. Abriu a sessão, em forma de celebração da Palavra, o Senhor Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, que salientou a necessidade da formação permanente, na procura de respostas para as realidades do mundo em que vivemos em que o papel das famílias é determinante.
As intervenções de fundo couberam ao casal responsável do Departamento arquidiocesano da Pastoral Familiar (José Maria Sousa e D. Conceição), e ao padre Domingos Paulo Oliveira, assistente eclesiástico do mesmo.
O casal Sousa fez, em traços gerais, o diagnóstico das famílias de hoje. Muitos sãos os sinais negativos, sublinharam, desde a inversão de valores, egoísmo e as uniões (contra-natura) opostas ao conceito genuíno de família. Foram lembrados também problemas de diversa ordem, tais como o de famílias abandonadas, sem pão, vítimas do desemprego, em habitações precárias; problemas morais degradantes, como a promiscuidade, prostituição, divórcio e ainda a falência de e famílias em ruptura. Focada também a solidão que atinge sobretudo muitos idosos e o abandono, por parte dos próprios cristãos, de famílias de divorciados. Como problema que cresce, com muita gravidade, foi referido os sinais de ataque ao que é religioso.
São muitos e animadores, porém, os sinais de esperança: comunhão, capacidade de perdoar, encontros, gestos de amor e perdão, evangelização do serviço fraterno, tornar as celebrações mais atractivas..
A grande solução dos problemas, concluiu o casal Sousa, somos nós e cada um em particular, em vez de criticar ou atribuir aos outros essa responsabilidade.
O Padre Domingos Paulo Oliveira situou-se no programa pastoral Família, dom e compromisso e, a partir do tem do V Encontro Mundial das famílias em Valência (Espanha, Julho de 2006), “a Transmissão de Fé na Família”, para convidar a fazer uma reflexão sobre o que é a família; o que é a fé; como se faz a transmissão da fé.
Citando o Papa João Paulo II nas encíclicas Familiaris Consortio e Christifideles Laici, bem como Bento XVI no aludido Encontro de Valência, o Padre Domingos Paulo referiu que a família fundamentada no matrimónio entre o homem e a mulher “é o berço da vida e do amor”(C.L.) e que é um bem necessário e insusbtituivel, “um lugar de cultura e fé” (Valência, 8 e 9 de Julho de 2006).
Sendo a fé a adesão incondicional à Pessoa de Cristo, ela testemunha-se também, disse num quadro da Nova Evangelização, “com novo ardor (nova paixão), com novos métodos (a inventar a fantasia da caridade) e com novas expressões (diferentes do tradicional).
Recordando o papa Paulo VI na Evangelii Nntiandi, o assistente do Departamento da Pastoral Familiar sublinhou que o testemunho cristão dentro da família é muito importante e que passa por “acolher e compreender toda a gente; ser solidário com os mais pobres; viver em comunhão de vida e de destino com o povo de que se faz parte” (EN 21).
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D. António Couto encerrou o Encontro com um breve comentário ao cântico de entrada “a messe é grande e os operários são poucos” (Luc 10,2) e ao evangelho (Luc 2, 39-52) sobre a ida de Jesus a Jerusalém aos doze anos. Que para ceifar, o Senhor quer que andemos felizes; que Jesus aos doze anos é adulto, maior de idade, responsável e, daí, a sublimidade do colóquio, ao terceiro dia, entre Ele e Sua Mãe; que não basta so pais mandarem os filhos à catequese e à escola: eles é que deviam ir.
Dai Graças ao Senhor foi o cântico final que constituiu a forma adequada para o AMEN na caminhada das famílias.
As visitas pastorais continuam, agora no Vice-arciprestado da Zona Norte

VISITAS PASTORAIS
ZONA DAS TAIPAS
E RONFE
ARCIPRESTADO DE
GUIMARÃES E VIZELA
De 19 de Janeiro a 24 de Fevereiro de 2008

Janeiro 19 e 20
S. Salvador de Briteiros e S. Estêvão de Briteiros – D. A. Couto; Santa Maria do Souto e D. Salvador do Souto – D. Antonino.

Este fim de semana, 26 e 27
Gondomar e Donim – D. A. Couto; S. Paio de Figueiredo e Vila Nova de Sande – D. Antonino e ainda a Reunião com A. da Pastoral em Ronfe, às 15,30 horas de domingo.

Fevereiro 2 e 3
Corvite, Santo Tirso de Prazins e S. Eufémia – D. A. Couto; S. João da Ponte (Sr. Dos Aflitos e Campelos) – D. Antonino.

E nos dias 9 e 10
S. Lourenço de Sande e S. Martinho de Sande – D. A. Couto; S. Leocádia de Briteiros e S. Clemente de Sande – D. Antonino.

E ainda 16 e 17
Balazar e S. Cristina de Longos – D. A. Couto; S. Cláudio do Barco – D. Antonino e S. Tomé de Caldelas (Sr. Arcebispo).

Dias 23 e 24
Santa Maria de Airão – D. Antonino; Ronfe – D. A. Couto e S. João de Airão – D. Antonino.

Março 1 e 2
Vermil – D. Antonino; Oleiros – D. A. Couto e Leitões – D. Antonino.

Dia 9
Brito – D. A. Couto e Encontro final – Ronfe às 15,30 horas.

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