Arquivo: Edição de 24-11-2006

SECÇÃO: Informação Religiosa

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Advento

No dia a dia da nossa vida pressente-se o aparecimento de algo renovado ou diferente para o dia seguinte. Ainda o fenómeno ou a publicidade não nos despertaram para novas realidades e eis que surgem coisas novas, algumas delas tão marcantes que afectam os próprios comportamentos. Algumas são de tal modo incisivas que abalam convicções e desviam de rumos que pareciam bem definidos e determinados.
É certo que a renovação e a mudança fazem parte da essência da vida, mas, no que diz respeito ao homem, há um patamar com toda a capacidade para fazer a triagem permanente de todos os envolvimentos existenciais, de forma a salvaguardar e proteger a sua identidade de ser inteligente e livre.
A razão e a liberdade, os dois motores que naturalmente devem manter inabalável e consistente aquele patamar, quando deixam de agir sincronicamente podem dar origem a rupturas e situações muito complicadas e mesmo irremediáveis.
Na sociedade de hoje, a vários níveis, de idade, condições e comportamentos sociais, esta realidade de mudança para pior, de caminhar no escuro e enveredar para o abismo tornam-se cada vez mais patentes e ameaçadoras quanto ao futuro.
Muitas reformas políticas e sociais, em todos os tempos e particularmente na actualidade, reflectem aquela situação e deixam quase sempre em aberto a eventualidade de uma fase seguinte ainda mais indesejada.
Para que o constrangimento e a apatia não venham dar lugar à aceitação de qualquer tipo de fatalismo, há que levantar a cabeça. E, considerando tantos outros esforços de caminhos de pura liberdade, aplicar todas as energias para a reconstrução dum mundo novo.
Corre-se tanto à procura da sorte e de quimeras, gastando tempo e outros bens sem o mínimo suporte de sucesso! Pense-se apenas na loucura do Euromilhões. Sempre a tentação de encontrar a felicidade pelo lado menos certo ou mesmo errado.
A força interior do querer é que tem de ser o ponto de partida. A purificação da mente e o trabalho constante de enriquecimento pessoal deverão estar sempre na linha da frente, para, com segurança, aguardar o advento de dias novos.
Há algumas semanas que este advento está seriamente comprometido: o convite ao consumismo a distracção instalada por tantos motivos que levam a investir demasiado naquilo que pode ser a desilusão do dia seguinte estão já bem colados no seu lugar. O recurso ao escaninho das reservas espirituais permitirá que tudo poderá ter o seu lugar, obedecendo, como deve ser, à regras de prioridade.
Afinal, todas estas considerações à volta deste período que anuncia Natal!
Porém, mais do que anunciar Natal, ele deve ser aproveitado para preparar o Natal. E, se assim acontecer, há justificada esperança de alcançar e viver um novo dia.
A oferta cristã do Natal é certamente um Património que todos os anos se apresenta à Humanidade como sinal de libertação e salvação.
 
Lima de Carvalho

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