Arquivo: Edição de 13-10-2006

SECÇÃO: Região

Em 2012 | Guimarães Capital Europeia da Cultura

“Trago uma boa notícia para a cidade” foi assim que a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima iniciou o anúncio que surpreenderia tudo e todos: o Conselho de Ministros escolheu Guimarães para ser Capital Europeia da  Cultura. Esta mesma decisão será formalizada no próximo Conselho de Ministros da Cultura a realizar em Bruxelas nos dias 13 e 14 de Novembro.
O dia 7 de Outubro de 2006 contará para Guimarães como mais um indicador da importância que tem para o País esta terra “onde nasceu Portugal” e que, ao longo da sua história, não se resignou com aquela condição, mas antes foi amada e servida por homens que se esforçaram por dignificá-la. 7 de Outubro de 2006 e 13 de Dezembro de 2001 (Proclamação do Centro Histórico de Guimarães Património da Humanidade) são, na actualidade, duas datas que exprimem o esforço de pessoas e instituições, muito especialmente da Autarquia. Aliás, isto mesmo reconheceu a ministra da Cultura quando disse que “Guimarães tem uma Câmara particularmente activa no domínio da Cultura, com uma gestão muito rica e diversa”.

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Não deixa também de ter muito significado o facto de o anúncio ter sido feito no Centro Cultural Vila Flor onde o Primeiro Ministro José Sócrates presidiu a uma reunião informal do Conselho de Ministros.
Guimarães, juntamente com outra cidade da Eslovénia, ainda não identificada, fruirá de uma oportunidade singular para contar ao mundo o seu papel relevante para o desenvolvimento da Casa lusitana.
Justificando a escolha de Guimarães para Capital Europeia da Cultura em 2012, Isabel Pires de Lima disse que foi entendimento do Governo que esta cidade reúne várias características que a colocam numa boa posição. “É uma cidade Património Mundial da Unesco, com um centro histórico que foi requalificado em condições de preservação absolutamente exemplares. Tem uma série de infra-estruturas de grande qualidade, como o Centro Cultural de Vila Flor e o excelente pavilhão multiusos. Tem boas acessibilidades, o que parece ser da maior importância para que se possa perfilar como Capital Europeia da Cultura”.
As reacções da Vereadora da Cultura, Drª. Francisca Abreu, e do Dr. António Magalhães, presidente da Câmara  foram da maior eloquência nas poucas palavras que conseguiram  proferir. Mas a primeira etapa já começou: dentro de pouco mais de um mês, após a formalização da decisão em Bruxelas, o Governo fica encarregado de apresentar às instâncias comunitárias, até ao final de 2008, uma programação cultural e um orçamento.
E o trabalho começa por aqui. Estamos certos que Guimarães, mais uma vez, saberá honrar os seus pergaminhos.
 
L.C.

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