Arquivo: Edição de 29-09-2006

SECÇÃO: Informação Religiosa

A Capela de Sta. Cruz - Guimarães

Em 1998, este leitor dedicado e também devoto da Santa Cruz exprimia, assim a sua tristeza e indignação. Hoje, porém, tudo parece encaminhar-se no sentido de devolver à Capela de Santa Cruz a dignidade que deve ter e tornar-se um polo de atracção para rezar e contemplar o Mistério da Redenção.

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No sábado, dia 16, a Capela apresentou-se limpa, decorada e adornada com muito gosto e carinho; os sinos retiniram festivamente; as pessoas compareceram e até o grupo Coral da Oliveira animou, ao seu melhor nível, a Celebração da Palavra.
A Confraria do Santíssimo Sacramento da Insigne e Real Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira reiterou o seu propósito de fazer da Capela de Santa Cruz um instrumento interessante para a vida de piedade dos fiéis e também para a acção pastoral da paróquia de Nossa Senhora da Oliveira.

Oh! Capela de Sta. Cruz
Que te encontras abandonada
Os teus vizinhos fugiram
Deves estar bem chateada!

Os anos têm passado, e tu sozinha
Na tua letargia profunda
A dor deve ser terrível
E a tua mágoa se afunda!
Eu passei de autocarro, hoje
E assim me recordei
Daqueles tempos, eu na Polícia
Nessa rua muito patrulhei!

Tinhas vizinhos bons e maus
E tu mantinhas-te risonha
Eras um espelho do local
Mas havia muita ronha!

Nesse povo que, a teu lado,
Pouco ou nada se preocupava
Para te venerar e orar
De tudo isso se afastava!

Em Guimarães, actualmente, apagada!
Creio que estás esquecida
Em tempos deram-te um pequeno arranjo
Parece estares adormecida!

Esse local em que estás
Devia ser mais venerado
De um lado e de outro são barracas
Às sextas-feiras um mercado!

Um local que é histórico
Por estar junto ao castelo
Bem como do palácio Duques de Bragança
Que se torna muito belo!

Por isso, digo e direi
Que a tua sorte foi traída
Olhando aos tempos antigos
Por muitos deve ser compreendida!
Assim acontece aos humanos
Muitos deles são abandonados
Por atingir sua velhice,
A isso são condenados!
Não havendo a supremacia
De quem depende os encargos
Assim, tudo é esquecido
Com desgostos bem amargos!

Tudo se transforma com os tempos
A Rua de Sta. Cruz desapareceu
A Capela ficou de recordação Mas ela ali nasceu!

Está abandonada, meia desprezada!
Os sinos não tocam para os actos
Está afastada, escondida
E eu descrevo estes factos

Estará, de facto, esquecida?
Assim eu digo aos cristãos
Os namoros por ali à porta
Com os seus actos pouco sãos!

Que alguém, e a Autoridade
Tome as devidas providências,
Pois dá mágoa tudo isso
Depois mordem as consciências!

Oh! Capela de Sta. Cruz
Que, em tempos, iam rezar
E talvez, fazer casamentos
Agora, todos a desprezar!

Há muita responsablidade
Em quem tem o poder,
Tanto civil como eclesiástico
É preciso isso ver!

Em toda a extensão da palavra
Ali há o seu valor histórico
Porque ali ela nasceu, é viva
Não pensar só no folclórico!

25/01/98
José Fernandes

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