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Jornal O Conquistador
Edição de 16-09-2016
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SECÇÃO: Informação Religiosa

Penha 2016

Peregrinação arciprestal – caminho de conversão
Há 123 anos que os cristãos de Guimarães e Vizela, no segundo domingo do mês de setembro, peregrinam ao Santuário de Nossa Senhora da Penha.
Este ano novamente se cumpriu a tradição e o testemunho de milhares que subiram à montanha para louvar e agradecer a Nossa Senhora da Penha.

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Em cada ano a peregrinação à Penha marca o início do ano pastoral neste arciprestado. Os Agrupamentos do CNE e as comunidades paroquiais participam em grande número naquela que é a maior peregrinação de Guimarães e Vizela.
O ponto alto da peregrinação arciprestal acontece na celebração da eucaristia no recinto do Santuário, este ano de novo animada no canto litúrgico pelo Coro de vozes do arciprestado.
D. Jorge Ortiga, arcebispo primaz de Braga, presidiu à celebração no domingo passado, dia 11 de setembro e iniciou a sua reflexão e partilha a interpelar os peregrinos acerca da identidade cristã de cada um: “Onde está aquilo que nos distingue do mundo?” e prosseguiu, a partir da proposta da Palavra daquele dia, referindo que “A liturgia de hoje é muito rica nesse sentido. Moisés subia frequentemente ao monte para estar com Deus. Porque subia ao monte, deixava muita coisa que poderia parecer importante. Fazia-o frequentemente mesmo à custa de muito trabalho a realizar. E para quê? Estar com Deus. Estar com Deus foi, também, uma constante na vida de Maria. O anjo, na anunciação, encontrou-a sozinha mas aberta a Deus que queria falar-lhe. O alto do Calvário foi experiência para estar, no silêncio e contemplação de tudo quanto acontecia, com Deus e com a Sua vontade. Vejo uma necessidade grande para sacerdotes e leigos esta descoberta da intimidade contemplativa. Muitas vezes somos meros agentes de serviços, realizados burocraticamente e de má cara, porque falta esta atitude. Precisamos de dedicar tempo ao silêncio, na vida pessoal e na liturgia, nas eucaristias e no prazer de permanecer com Jesus Eucaristia. Como seria importante que as comunidades enchessem as agendas pastorais destes momentos de escuta e diálogo a sós. Será nos lausperenes, nas quarenta horas, na liturgia… urge fazê-lo sem medo. “
O novo ano pastoral propõe a contemplação da fé 2016+2017– fé contemplada em Maria. A exemplo de Maria, mulher crente, modelo do crente contemplativo, D. Jorge referiu que para concluir o itinerário proposto no plano pastoral da arquidiocese (2012+2013 - fé professada; 2013+14 - fé celebrada; 2014+15 - fé vivida; 2015+16 - fé anunciada) importa que cada pessoa faça o caminho da conversão e esta implica maior intimidade com o Senhor Jesus.
Em setembro do próximo ano assinalam-se 70 anos da inauguração do Santuário da Penha e, em 2017, comemora-se o centenário das aparições de Fátima. Eis, aqui, dois grandes motivos a marcar o novo ano pastoral como Ano Mariano.
A imagem de Nossa Senhora da Penha começou no passado domingo o percurso pelas 77 paróquias do arciprestado de Guimarães e Vizela. Transportada ao final da tarde daquele dia pelos Bombeiros Voluntários de Guimarães para o Santuário da Lapinha, iniciava, aí, o seu percurso por todas as paróquias, seguindo para a zona pastoral de Vizela; daí para a zona de Pevidém; a seguir Ronfe; depois Taipas; S. Torcato e, por fim, a cidade de Guimarães.
Em setembro de 2017, a imagem de Nossa Senhora da Penha será acolhida na igreja da Colegiada da Oliveira para, daí, regressar ao Santuário no alto da montanha da Penha.

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