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Jornal O Conquistador
Edição de 24-03-2016
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SECÇÃO: Informação Religiosa

PÁSCOA o sinal da Nova Aliança
Convenções, tratados e alianças são factos que a história regista como processos de entendimento, compromissos e pactos solenes entre povos e nações. Foi isto mesmo que aconteceu na génese e desenvolvimento da história de Portugal e é esta realidade também que, com maior ou menor evidência, se verifica nos projetos de vida das pessoas e das instituições.
Também é certo que o egoísmo, a prepotência e a deslealdade têm sido, ao longo dos tempos, tocas de veneno e forjas de tantas maldades que conduzem à inversão daquelas plataformas de convivência e dinamismo na construção da felicidade pessoal e coletiva. Daí o abandono, a destruição e as guerras; e logo a seguir, imposições, iniciativas e gestos de audácia vão impondo o ritmo e o rumo dos tempos em que decorre a construção da sociedade sempre ameaçada.
O homem de fé, porém, não se deixa abater pelas dúvidas e incertezas a que, pelos vistos, está sujeito. A revelação de Deus em Jesus Cristo é mais do que resposta a qualquer tipo de interrogações: é certamente a consumação da mais profunda apetência à felicidade. Através de muitos sinais, Deus preparou um povo até ao ponto de concretizar a promessa de redenção da humanidade ferida de morte pelo pecado. Sobretudo pelo decálogo inscrito nas tábuas da lei (os dez Mandamentos) confiado a Moisés, e pela voz dos profetas, manifestou a Sua presença e compromisso de salvação para com os homens. Mas a persistência da fraqueza humana e incapacidade de reconciliação plena com Ele fizeram com que o mesmo Deus, na plenitude dos tempos, realizasse o mistério admirável da Encarnação do Seu Verbo. Jesus, Filho de Deus e Filho de Maria fez-Se ponte ligando a terra ao céu, operando a reconciliação dos homens com Deus. Pelo Sangue da Nova Aliança foi operada a redenção; definitivamente ficou restabelecido o acesso ao Pai e abertas as fontes da salvação.
Acabaram os sinais que interpelavam o povo da Velha Aliança para sentir a presença de Deus e a Sua voz e por dom extremo de Amor, pelo Seu Mistério Pascal, Paixão, Morte e Ressurreição, ficaram definidos os pontos de encontro, confiados à Igreja, para que os fiéis pudessem sentir e conviver na intimidade da Santíssima Trindade. Os sacramentos são esses sinais por excelência, em que o divino transforma o material e humano estabelecendo a comunhão admirável com Jesus, Deus e homem verdadeiro. O Batismo e a Confissão, expressão magnífica da Páscoa do Senhor, emergem na celebração anual das festas pascais como convite singular a uma Esperança renovada e ação consequente de vida em conformidade com as misericórdias do Senhor. Iluminados por esta fé, compreender-se-á melhor que o baptismo deverá ser administrado nas primeiras semanas após o nascimento e que o sacramento da penitência (confissão, reconciliação) deveria realizar-se em muitas mais ocasiões do que a que dimana do preceito da confissão anual.
Em Ano Santo da Misericórdia vejamos também aqui um ponto de conversão a considerar.
Para o caro leitor fica esta partilha como manifestação amiga de votos de Santa Páscoa.

Lima de Carvalho

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