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Jornal O Conquistador
Edição de 10-05-2013
Versão original em: http://www.oconquistador.com/index.asp?idEdicao=246&id=6600&idSeccao=1128&Action=noticia

SECÇÃO: Informação Religiosa

Ascensão do Senhor
“… Elevou-se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos” (Atos 1,-9). É assim que Lucas termina o relato da Ascensão do Senhor ao Céu, da exaltação e glorificação da natureza humana de Jesus. Ele, o Verbo, que desde toda a eternidade vive (está) no seio do Pai, ressuscitado, é agora o Verbo Humanado que vive eternamente e nos atrai para a mesma glória celestial.
Durante quarenta dias, apareceu várias vezes aos discípulos ensinando-os, confirmando-os e consolando-os e encerrou as manifestações sensíveis (aparições) subindo à vista deles para o Alto, prometendo-lhes o dom do Espírito Santo que lhes ensinaria todas as coisas.
Esta Solenidade deve, à partida, despertar em nós um vivo desejo do Céu, o qual, animado pela força do Espírito, tem de caraterizar-se pelo sentido ativo da fé: “sereis minhas testemunhas… até aos confins da terra” (v.8). Ser testemunha fiel e merecer alcançar a glória exige um cuidado permanente em configurar-se com Cristo e, por isso, seguir entusiasmadamente o caminho da perfeição. Purificar a mente e o coração – a alma e o corpo – acolhendo e proclamando a Palavra deverá constituir um exercício permanente para cumprir a missão “sereis minhas testemunhas”.
O dia de hoje bem poderá ser visto como o dia da dignidade humana em que têm lugar todas as questões relacionadas com as condições de vida das pessoas, cuja natureza está glorificada em Cristo. Por isso, todos os atentados à vida, muito especialmente os desvios pessoais ou em cumplicidade contra a natureza, corajosamente deverão ser corrigidos: “não sabeis que sois templo do Espírito Santo que habita em vós?” (I Cor 6,19) Este é um pressuposto essencial para o testemunho alegre de Jesus ressuscitado.
Comovem-nos muito tantas formas de anúncio que os cristãos utilizaram, ao longo dos séculos, as quais supriram, com vantagem, a falta de literacia: as artes plásticas e também a música e tantas expressões poéticas, muitas vezes inspiradas nos salmos, mantiveram o potencial e a chama do testemunho e do anúncio. A força viva da Palavra alimentada, pelo fervor apostólico e pelo Magistério da Igreja, essa será sempre a charneira do Movimento iniciado no dia da Ascensão: “ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16.15)
Para o 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais, Bento XVI, assinara, em 24 de janeiro passado, a mensagem a propósito, considerando a maneira como atualmente as pessoas comunicam entre si.
“O desenvolvimento das redes sociais digitais, diz o Papa emérito, está a contribuir para a aparição duma nova ágora, duma nova praça pública e aberta onde as pessoas partilham ideias, informações, opiniões e podem ainda ganhar vida novas relações e formas de comunidade”.
Qualificando as redes sociais como portais da verdade e de fé; novos espaços de evangelização se abram.
No empenhamento em exprimir a fé e o testemunho do Evangelho de toda a maneira, designadamente a digital, conclui Bento XVI, sempre e de qualquer modo que nos encontremos com os outros, somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até aos confins da terra.

Mons. José Maria

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